Você não está Logado ou Registrado no Fórum. Por favor, faça o Login ou o Registro .
Links Úteis
Você não está Logado ou Registrado no Fórum. Por favor, faça o Login ou o Registro .




Responder 
 
Avaliação do Tópico:
  • 2 Votos - 5 Média
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
Você já entrou em situação real de sobrevivência ?
26/12/2014, 16:01
Resposta: #1
Você já entrou em situação real de sobrevivência ?
Olá Mateiros,
Alguém já Entrou em modo real de sobrevivência ?
poderia descrever :

abraços
Andersen

Andersen
Encontrar todas as respostas deste usuário
Gostar da resposta Citar esta mensagem em uma resposta
[+] 11 Membros Gostaram da Resposta do andertribo
26/12/2014, 16:56
Resposta: #2
RE: Você já entrou em situação real de sobrevivência ?
Ótimo tópico, tem tudo para vermos algumas historias bem legais.

Quanto a mim, já passei alguns apertos, mas nada que pudesse ser classificado como situação de sobrevivência.
Encontrar todas as respostas deste usuário
Gostar da resposta Citar esta mensagem em uma resposta
[+] 6 Membros Gostaram da Resposta do rodarte
26/12/2014, 17:27
Resposta: #3
RE: Você já entrou em situação real de sobrevivência ?
(26/12/2014 16:01)andertribo Escreveu:  Olá Mateiros,
Alguém já Entrou em modo real de sobrevivência ?
poderia descrever :

abraços
Andersen

Muito bom o tópico Ander, pode até parecer que é um assunto que já foi debatido, mas a forma como você colocou a pergunta é bem interessante.

Quero acompanhar, pois certamente vai ter muitas experiências; eu pessoalmente nunca passei por nenhum perrengue.

Lucio Travassos
=============
Si vis pacem, para bellum
Encontrar todas as respostas deste usuário
Gostar da resposta Citar esta mensagem em uma resposta
[+] 4 Membros Gostaram da Resposta do Luciotravassos
27/12/2014, 09:40
Resposta: #4
RE: Você já entrou em situação real de sobrevivência ?
Eu nunca estive em uma situação real de sobrevivência mas já passei por duas experiências bem próximas:
A primeira vêz, quando ainda estava na Aeronáutica, fui fazer um reconhecimento na área do destacamento onde eu servia e não avisei a ninguém onde iria pois pensei que seria somente uma volta na mata, no pico do Couto, próximo a Petrópolis, RJ.
É uma área muito montanhosa e eu fui descendo por uma lage de pedra bem íngreme e, devido a um forte "russo" (nevoeiro para os petropolitanos) que chegou de repente, não consegui subir de volta pois além da pouca visibilidade, a pedra ficou muito escorregadia.
Resolvi dar a volta pelo pico para tentar conseguir chegar a uma trilha que eu sabia que existia mas quanto mais caminhava, mais íngreme e escorregadio ficava e nevoeiro dava uma sensação de claustrofobia pois eu não ouvia nenhum som a minha volta e não exergava nada a mais de uns 8 metros, fora o medo de escorregar e cair de uma altura grande o que seria morte certa.
Finalmente, depois de umas três horas tentando contornar o pico, encontrei um fio de água que corria do alto da serra e segui até chegar ao topo.
Cheguei, já quase escurecendo, todo arranhado e coberto de lama e por azar sai bem na porta do rancho onde todo mundo já estava jantando.
Resultado: 2 semanas de detenção, sem poder ir para casa mas feliz por estar vivo.

A segunda vêz foi no estado da Virginia, EUA, entre 2003 e 2004, quando estava fazendo uma trilha e resolvi sair da mesma e dar uma explorada na floresta. Eu estava usando um GPS da Garmim e marquei o ponto onde entrei na mata, na beira da trilha.
Depois de caminhar por uns 20 minutos fui surpreendido por um temporal e coloquei minha jaqueta e calça de chuva. Deve ter sido nessa hora que deixei meu gps cair sem eu perceber. Caminhei mais uns 50 metros quando percebi que havia perdido o gps. Voltei para tentar encontrá-lo, e consegui depois de um tempo mas, apesar de ser resistente a água, com a chuva, o compartimento das baterias ficou molhado e ele parou de funcionar.
E agora, eu pensei, para onde ir?
Fiquei parado no local até a chuva passar e tentei me localizar, mas com o céu carregado, e as minhas pegadas apagadas pela chuva, não tinha a menor noção para qual direção seguir. Uma coisa eu tinha certeza: Parado eu não podia ficar pois não tinha equipamento para passar a noite e caso chovesse novamente eu iria ter problemas.
Eu havia marcado o meu caminho de volta com galhos quebrados mas com a ventania causada pela chuva deveria ter muitos outros galhos nessa situação. Retirei e sequei as pilhas do gps e o interior do compartimendo mas mesmo assim ainda estava úmido e não estava ligando.
Fui caminhando na direção onde eu julgava ter vindo até chegar a uma clareira no meio da mata. Me sentei no tronco de uma árvore caida, preparei minha refeição desidratada e fiz um café com meu fogareiro a álcool. Resolví acender uma fogueira para tentar secar o gps. Tudo a minha volta estava molhado mas consegui extrair uns pedaços de pinho saturado (fatwood) da árvore caida e alguns galhos menos molhados e consegui com um pouco de dificuldade acender o fogo e deixei o gps pegando o calor até que consegui com que ele secasse por completo. Coloquei duas pilhas novas que tinha na mochila e por sorte ele funcionou eu eu consegui um sinal fraco mas foi o suficiente para me orientar e depois de quase 4 horas perdido, consegui encontrar a trilha.

Aprendi várias lições importantes com essas duas situações que poderiam ter escalado para casos verdadeiros de sobrevivência:
Sempre avise alguém onde você vai e a que horas você espera estar de volta.
Mantenha a calma e analise a sua situação antes de dar uma de Bear Grylls e sair correndo sem rumo.
Não confie totalmente em eletrônicos pois ele não são confiáveis em certas situações. Se for se aventurar em local desconhecido, marque seu caminho com fitas coloridas ou outras formas que tornem a sua trilha bem visivel para você ou para quem for te procurar.
Carregue uma boa bússola e, se possivel, um mapa do local onde você está pois podem salvar sua vida.
Carregue sempre alguma proteção contra o mal tempo, mesmo que seja um saco de plástico, no meu caso a minha roupa de chuva me salvou de uma possível hipotermia.
Procure sempre, se puder, sair com um parceiro/a pois além da ajuda, a presença de outra pesoa vai te dar mais confiança, ajuda e divisão de responsabilidade.
Já falei sobre isso aqui no fórum mas não consegui encontrar o tópico.

Espero que, compartilhando minhas más experiências possa ajudar de alguma forma nossos amigos mateiros e aventureiros aqui do fórum.

"Em um tempo de engano universal, dizer a verdade é um ato revolucionário. (George Orwell) "
Visitar o website do usuário Encontrar todas as respostas deste usuário
Gostar da resposta Citar esta mensagem em uma resposta
[+] 23 Membros Gostaram da Resposta do TueriNatura
27/12/2014, 10:12
Resposta: #5
RE: Você já entrou em situação real de sobrevivência ?
Excelente Relato @TueriNatura obrigado por compartilhar sua experiência!


(27/12/2014 09:40)TueriNatura Escreveu:  Eu nunca estive em uma situação real de sobrevivência mas já passei por duas experiências bem próximas:
A primeira vêz, quando ainda estava na Aeronáutica, fui fazer um reconhecimento na área do destacamento onde eu servia e não avisei a ninguém onde iria pois pensei que seria somente uma volta na mata, no pico do Couto, próximo a Petrópolis, RJ.
É uma área muito montanhosa e eu fui descendo por uma lage de pedra bem íngreme e, devido a um forte "russo" (nevoeiro para os petropolitanos) que chegou de repente, não consegui subir de volta pois além da pouca visibilidade, a pedra ficou muito escorregadia.
Resolvi dar a volta pelo pico para tentar conseguir chegar a uma trilha que eu sabia que existia mas quanto mais caminhava, mais íngreme e escorregadio ficava e nevoeiro dava uma sensação de claustrofobia pois eu não ouvia nenhum som a minha volta e não exergava nada a mais de uns 8 metros, fora o medo de escorregar e cair de uma altura grande o que seria morte certa.
Finalmente, depois de umas três horas tentando contornar o pico, encontrei um fio de água que corria do alto da serra e segui até chegar ao topo.
Cheguei, já quase escurecendo, todo arranhado e coberto de lama e por azar sai bem na porta do rancho onde todo mundo já estava jantando.
Resultado: 2 semanas de detenção, sem poder ir para casa mas feliz por estar vivo.

A segunda vêz foi no estado da Virginia, EUA, entre 2003 e 2004, quando estava fazendo uma trilha e resolvi sair da mesma e dar uma explorada na floresta. Eu estava usando um GPS da Garmim e marquei o ponto onde entrei na mata, na beira da trilha.
Depois de caminhar por uns 20 minutos fui surpreendido por um temporal e coloquei minha jaqueta e calça de chuva. Deve ter sido nessa hora que deixei meu gps cair sem eu perceber. Caminhei mais uns 50 metros quando percebi que havia perdido o gps. Voltei para tentar encontrá-lo, e consegui depois de um tempo mas, apesar de ser resistente a água, com a chuva, o compartimento das baterias ficou molhado e ele parou de funcionar.
E agora, eu pensei, para onde ir?
Fiquei parado no local até a chuva passar e tentei me localizar, mas com o céu carregado, e as minhas pegadas apagadas pela chuva, não tinha a menor noção para qual direção seguir. Uma coisa eu tinha certeza: Parado eu não podia ficar pois não tinha equipamento para passar a noite e caso chovesse novamente eu iria ter problemas.
Eu havia marcado o meu caminho de volta com galhos quebrados mas com a ventania causada pela chuva deveria ter muitos outros galhos nessa situação. Retirei e sequei as pilhas do gps e o interior do compartimendo mas mesmo assim ainda estava úmido e não estava ligando.
Fui caminhando na direção onde eu julgava ter vindo até chegar a uma clareira no meio da mata. Me sentei no tronco de uma árvore caida, preparei minha refeição desidratada e fiz um café com meu fogareiro a álcool. Resolví acender uma fogueira para tentar secar o gps. Tudo a minha volta estava molhado mas consegui extrair uns pedaços de pinho saturado (fatwood) da árvore caida e alguns galhos menos molhados e consegui com um pouco de dificuldade acender o fogo e deixei o gps pegando o calor até que consegui com que ele secasse por completo. Coloquei duas pilhas novas que tinha na mochila e por sorte ele funcionou eu eu consegui um sinal fraco mas foi o suficiente para me orientar e depois de quase 4 horas perdido, consegui encontrar a trilha.

Aprendi várias lições importantes com essas duas situações que poderiam ter escalado para casos verdadeiros de sobrevivência:
Sempre avise alguém onde você vai e a que horas você espera estar de volta.
Mantenha a calma e analise a sua situação antes de dar uma de Bear Grylls e sair correndo sem rumo.
Não confie totalmente em eletrônicos pois ele não são confiáveis em certas situações. Se for se aventurar em local desconhecido, marque seu caminho com fitas coloridas ou outras formas que tornem a sua trilha bem visivel para você ou para quem for te procurar.
Carregue uma boa bússola e, se possivel, um mapa do local onde você está pois podem salvar sua vida.
Carregue sempre alguma proteção contra o mal tempo, mesmo que seja um saco de plástico, no meu caso a minha roupa de chuva me salvou de uma possível hipotermia.
Procure sempre, se puder, sair com um parceiro/a pois além da ajuda, a presença de outra pesoa vai te dar mais confiança, ajuda e divisão de responsabilidade.
Já falei sobre isso aqui no fórum mas não consegui encontrar o tópico.

Espero que, compartilhando minhas más experiências possa ajudar de alguma forma nossos amigos mateiros e aventureiros aqui do fórum.

Andersen
Encontrar todas as respostas deste usuário
Gostar da resposta Citar esta mensagem em uma resposta
[+] 3 Membros Gostaram da Resposta do andertribo
27/12/2014, 14:59
Resposta: #6
RE: Você já entrou em situação real de sobrevivência ?
Em situação de sobrevivência graças a Deus até agora não, mas já passei por perrengues não semelhantes ao do JC pois ando sempre motorizado, mas que não deixa de ser um incomodo.
Em meu trabalho tenho que fazer grandes deslocamentos de carro em áreas rurais, e por via de regra sempre vou de tanque cheio e com alguns itens básicos na viatura (lanche, água, lamina, roupa extra, isqueiro, pá cortadeira).
No meu trabalho o pessoal sabe pra onde a gente vai, mas nunca o horário de retorno devido a complexidade do serviço que pode variar de 10 minutos até varias horas para ser executado, o pior é que a gente só descobre quanto tempo vai demorar quando chega no local.
Bem antigamente não tínhamos GPS no carro e eu estava fazendo um trabalho na região rural de Ortigueira e acabei me perdendo no final de uma rota, lugarzinho de estradas difíceis, cheio de encruzilhadas, praticamente sem moradores e sem cobertura de rádio. Já era noite quando percebi que estava fora da rota, tive um sentimento de agonia misturado com o de cobrança de como que é que foi acontecer aquilo justo comigo.
Como estava escuro, preferi não arriscar a tentativa de retorno pela estrada para não correr o risco de ficar perambulando a esmo pelas encruzilhadas, procurei um local mais alto e observei se havia ponto de luz de alguma casa próxima para pedir informação. Vi dois pontos de luz, demorei uma hora para chegar no que estava mais perto, demorei não tanto pela distancia e sim pelas condições da estrada, dei azar que não tinha ninguém no local, segui mais uma hora até a segunda e minha sorte mudou, o morador me passou as dicas de como retornar. Resultado: cheguei em casa as duas da madruga, com o tanque quase na reserva, 09 horas extras mais rico e com direito a tiração de sarro da galera no dia seguinte. Confuso


(26/12/2014 16:01)andertribo Escreveu:  Olá Mateiros,
Alguém já Entrou em modo real de sobrevivência ?
poderia descrever :
abraços
Andersen
Encontrar todas as respostas deste usuário
Gostar da resposta Citar esta mensagem em uma resposta
[+] 11 Membros Gostaram da Resposta do Cliceu
28/12/2014, 10:29
Resposta: #7
RE: Você já entrou em situação real de sobrevivência ?
Nunca cheguei a ficar num modulo oficial de sobrevivência em perímetro natural, só urbano devido ao trabalho, mas situações asemelhantadas.
E nessas situações "asemelhantadas" hoje acredito que foram originadas por alguma imprudência minha, mas todo cuidado 'e pouco.
Ótimo tópico irmão, parabéns o// Piscada

Natureza Brasileira!!! Ontem, Hoje, Amanhã e Sempre!!!!
Visitar o website do usuário Encontrar todas as respostas deste usuário
Gostar da resposta Citar esta mensagem em uma resposta
[+] 6 Membros Gostaram da Resposta do LEÃO DO MATO
28/12/2014, 10:54
Resposta: #8
RE: Você já entrou em situação real de sobrevivência ?
Muito bom ouvir os relatos dos amigos.

Eu passei por 2 situações complicadas. A primeira foi acampando numa localidade de altitude elevada, a noite o tempo mudou e começou a ventar muito, o que jogou a temperatura próximo a zero, mesmo estando de rede e saco de dormir comecei a ter princípio de hipotermia, o que me salvou foi o cobertor aluminizado, me enrolei nele e logo melhorou.

A segunda situação foi quando estava voltando de caiaque contra a correnteza e o remo quebrou, estava quase escurecendo e tinha duas opções: acampar e tentar voltar pela manhã ou então levar o caiaque pela margem por alguns km, acabei optando pela segunda e felizmente tudo ocorreu bem.

Com o ocorrido aprendi 2 lições: não confiar apenas em saco de dormir, sempre levar isolante térmico. E sempre reforçar os remos, além de ter sempre material para possível manutenção.
Encontrar todas as respostas deste usuário
Gostar da resposta Citar esta mensagem em uma resposta
[+] 10 Membros Gostaram da Resposta do CR2011VSF
28/12/2014, 11:01 (Resposta editada pela última vez em: 28/12/2014 11:01 por andertribo.)
Resposta: #9
RE: Você já entrou em situação real de sobrevivência ?
@CR2011VSF obrigado pelo relato interessante! serve para nos prepararmos melhor

@LEÃO DO MATO VALEU OBRIGADO!


(28/12/2014 10:54)CR2011VSF Escreveu:  Muito bom ouvir os relatos dos amigos.

Eu passei por 2 situações complicadas. A primeira foi acampando numa localidade de altitude elevada, a noite o tempo mudou e começou a ventar muito, o que jogou a temperatura próximo a zero, mesmo estando de rede e saco de dormir comecei a ter princípio de hipotermia, o que me salvou foi o cobertor aluminizado, me enrolei nele e logo melhorou.

A segunda situação foi quando estava voltando de caiaque contra a correnteza e o remo quebrou, estava quase escurecendo e tinha duas opções: acampar e tentar voltar pela manhã ou então levar o caiaque pela margem por alguns km, acabei optando pela segunda e felizmente tudo ocorreu bem.

Com o ocorrido aprendi 2 lições: não confiar apenas em saco de dormir, sempre levar isolante térmico. E sempre reforçar os remos, além de ter sempre material para possível manutenção.

Andersen
Encontrar todas as respostas deste usuário
Gostar da resposta Citar esta mensagem em uma resposta
[+] 5 Membros Gostaram da Resposta do andertribo
28/12/2014, 13:34
Resposta: #10
RE: Você já entrou em situação real de sobrevivência ?
No carnaval desse ano, passei por um situação de risco.
No sábado de carnaval, saí depois do almoço com minha moto para explorar uma antiga estrada de uns 6 km que corta dois municípios aqui na minha cidade.
Logo no início vi que a estrada estava muito ruim, quase não havia mais marcação definida. Com mais ou menos um terço do caminho percorrido, a estrada acabou virando uma trilha bem acidentada. Como minha moto é uma trail, continuei avançando.
Em determinado momento me deparei com dois cavaleiros que vinham subindo em direção contrária. Disse a eles onde queria chegar e eles me disseram que a trilha estava muito lamacenta e que de moto, não daria para eu passar. Me sugeriram uma outra trilha, que daria em outro bairro um pouco mais longe, mas que a moto passaria.
Chegando no ponto onde eles indicaram, tomei a direção da outra trilha. Era uma descida bem íngreme e com muitas pedras, de forma que se eu descesse, não conseguiria subir depois com a moto. Como eles disseram que a trilha estava mais ou menos como no local onde nos encontramos, resolvi descer.
Quanto mais eu descia, mais a trilha ficava acidentada e fechada. Como estava calor, fui somente de bermuda e camisa de manga curta. A essa altura, já havia passado por muitos Arranha-Gatos e minhas pernas e braços e mãos já estavam completamente arranhados.
Sem poder subir, a única opção era descer. Nesse ponto já estava em mata fechada. Continuei descendo até que me deparei com uma cachoeira seguida de um rio, no meio da trilha. À pé, eu passaria sem mais problemas, somente molharia os pés e pernas, mas de moto, seria complicado.
Sem opção de voltar, tentei passar. O pequeno riacho não era largo, devia ter uns dois ou três metros de largura, mas o fluxo da água era forte e relativamente fundo. Com a moto ligada, mas fod@* dela, fui atravessando o riacho. Quando estava perto da outra margem, havia uma subida forte. Acelerei mais a moto mas uma pedra se soltou e a mesma caiu em cima de mim.
A parte de cima do motor ficou em cima do meu joelho e o queimou. Como se não bastasse, a parte de baixo ficou em cima de uma pedra e sofreu um corte.
Consegui levantar e empurrar a moto até a outra margem. Com a queda a moto morreu e não pegava mais. Nesse ponto, já estava escurecendo e havia levado comigo, apenas um canivete e meu cantil com água na mochila. Depois de uns vinte minutos vi que o cachimbo da vela havia soltado. Sequei com minha camisa o encaixei novamente e para minha alegria a moto pegou.
Continuei descendo a trilha no meio da mata muito devagar pois além da raízes das árvores que atravessavam a trilha, haviam ainda as pedras soltas e as malditas Arranha-Gatos que estavam literalmente arrancando a pele dos meus braços e pernas.
Depois de uns oito km trilha adentro finalmente saí em uma estrada e mais uns quatro km nela, consegui chegar ao asfalto, já noite fechada.
Lições que tirei desse episódio.
1) Nunca faça um reconhecimento de local sozinho. Principalmente se você não conhece a área;
2) Leve sempre equipamento, prevendo eventuais percalços. Se a moto tivesse quebrado, eu não conseguiria sair da mata antes de escurecer. Passaria a noite provavelmente no escuro, com frio, fome e sem abrigo.
3) Não confie 100% nas informações que os locais lhe passam pois como eles estavam a cavalo, avaliaram a dificuldade com o cavalo e não com a moto;

Rodrigo Freitas

De todos os presentes da Natureza para a raça humana, o que é mais doce para o homem do que as crianças? (Ernest Hemingway)
Encontrar todas as respostas deste usuário
Gostar da resposta Citar esta mensagem em uma resposta
[+] 15 Membros Gostaram da Resposta do Rodrigo Freitas
28/12/2014, 17:39
Resposta: #11
RE: Você já entrou em situação real de sobrevivência ?
(26/12/2014 16:56)rodarte Escreveu:  Ótimo tópico, tem tudo para vermos algumas historias bem legais.

Quanto a mim, já passei alguns apertos, mas nada que pudesse ser classificado como situação de sobrevivência.
Graças à Deus eu nunca passei por uma real situação, rsrss, morreria em dois dias, kkkkk....

Não me pergunte se sou capaz, diga-me a missão.
Visitar o website do usuário Encontrar todas as respostas deste usuário
Gostar da resposta Citar esta mensagem em uma resposta
[+] 6 Membros Gostaram da Resposta do Norton
28/12/2014, 19:28 (Resposta editada pela última vez em: 28/12/2014 19:28 por Ronaldão.)
Resposta: #12
RE: Você já entrou em situação real de sobrevivência ?
Nunca passei por uma situação dessas, mas vendo os depoimentos dos colegas, é que nós sentimos o quão próximo nós chegamos dela.
Parabéns pelo tópico e vou acompanhar para ver as histórias.

Um Abraço,
Ronaldo

"Só Jesus Cristo Salva"
Encontrar todas as respostas deste usuário
Gostar da resposta Citar esta mensagem em uma resposta
[+] 6 Membros Gostaram da Resposta do Ronaldão
29/12/2014, 11:00
Resposta: #13
RE: Você já entrou em situação real de sobrevivência ?
Ótimos depoimentos pessoal, obrigado por compartilharem conosco.

Nunca passei por perrengues assim, mas tiramos lições das experiências dos amigos.

Abraço.

" "Você é livre para fazer suas escolhas, mas é prisioneiro das consequências."
Pablo Neruda
"
Encontrar todas as respostas deste usuário
Gostar da resposta Citar esta mensagem em uma resposta
[+] 5 Membros Gostaram da Resposta do Dambrós
31/12/2014, 13:12
Resposta: #14
RE: Você já entrou em situação real de sobrevivência ?
Entrar em situação real de sobrevivência não, mas já passei por momentos difíceis.
Em certa ocasião devido a mudança dos ventos as águas do canal São Gonçalo RS foram represadas e subiram rapidamente invadindo a ilha em que estávamos, encontrar o caminho de volta foi bem complicado, perdemos os pontos de referência e com a chegada da noite a visibilidade ficou bem limitada.
Com calma e após uma longa caminhada com água até os joelhos enxergamos as luzes das lanternas do barco que vinha nos buscar.
Apesar de conhecermos o local a chuva o vento o frio e a pouca visibilidade tornaram o nosso retorno até o ponto de encontro uma tarefa muito difícil .

Quem muito fala não pensa ! Quem pensa não fala, se comunica.
Visitar o website do usuário Encontrar todas as respostas deste usuário
Gostar da resposta Citar esta mensagem em uma resposta
[+] 11 Membros Gostaram da Resposta do Colognese
02/01/2015, 21:54
Resposta: #15
RE: Você já entrou em situação real de sobrevivência ?
(27/12/2014 14:59)Cliceu Escreveu:  Em situação de sobrevivência graças a Deus até agora não, mas já passei por perrengues não semelhantes ao do JC pois ando sempre motorizado, mas que não deixa de ser um incomodo.
Em meu trabalho tenho que fazer grandes deslocamentos de carro em áreas rurais, e por via de regra sempre vou de tanque cheio e com alguns itens básicos na viatura (lanche, água, lamina, roupa extra, isqueiro, pá cortadeira).
No meu trabalho o pessoal sabe pra onde a gente vai, mas nunca o horário de retorno devido a complexidade do serviço que pode variar de 10 minutos até varias horas para ser executado, o pior é que a gente só descobre quanto tempo vai demorar quando chega no local.
Bem antigamente não tínhamos GPS no carro e eu estava fazendo um trabalho na região rural de Ortigueira e acabei me perdendo no final de uma rota, lugarzinho de estradas difíceis, cheio de encruzilhadas, praticamente sem moradores e sem cobertura de rádio. Já era noite quando percebi que estava fora da rota, tive um sentimento de agonia misturado com o de cobrança de como que é que foi acontecer aquilo justo comigo.
Como estava escuro, preferi não arriscar a tentativa de retorno pela estrada para não correr o risco de ficar perambulando a esmo pelas encruzilhadas, procurei um local mais alto e observei se havia ponto de luz de alguma casa próxima para pedir informação. Vi dois pontos de luz, demorei uma hora para chegar no que estava mais perto, demorei não tanto pela distancia e sim pelas condições da estrada, dei azar que não tinha ninguém no local, segui mais uma hora até a segunda e minha sorte mudou, o morador me passou as dicas de como retornar. Resultado: cheguei em casa as duas da madruga, com o tanque quase na reserva, 09 horas extras mais rico e com direito a tiração de sarro da galera no dia seguinte. Confuso


(26/12/2014 16:01)andertribo Escreveu:  Olá Mateiros,
Alguém já Entrou em modo real de sobrevivência ?
poderia descrever :
abraços
Andersen

Passei por uma situação parecida em um trabalho passado. Encalhei com uma strada com os pneus carecas durante o temporal. A chuva me levou morro abaixo e só consegui parar a um metro de um corrego, foi um sufoco.
Visitar o website do usuário Encontrar todas as respostas deste usuário
Gostar da resposta Citar esta mensagem em uma resposta
[+] 6 Membros Gostaram da Resposta do alexandrer
02/01/2015, 21:57
Resposta: #16
RE: Você já entrou em situação real de sobrevivência ?
@alexandrer obrigado por compartilhar sua experiencia
deve ter sido horrível , e como conseguiu sair ?

(02/01/2015 21:54)alexandrer Escreveu:  
(27/12/2014 14:59)Cliceu Escreveu:  Em situação de sobrevivência graças a Deus até agora não, mas já passei por perrengues não semelhantes ao do JC pois ando sempre motorizado, mas que não deixa de ser um incomodo.
Em meu trabalho tenho que fazer grandes deslocamentos de carro em áreas rurais, e por via de regra sempre vou de tanque cheio e com alguns itens básicos na viatura (lanche, água, lamina, roupa extra, isqueiro, pá cortadeira).
No meu trabalho o pessoal sabe pra onde a gente vai, mas nunca o horário de retorno devido a complexidade do serviço que pode variar de 10 minutos até varias horas para ser executado, o pior é que a gente só descobre quanto tempo vai demorar quando chega no local.
Bem antigamente não tínhamos GPS no carro e eu estava fazendo um trabalho na região rural de Ortigueira e acabei me perdendo no final de uma rota, lugarzinho de estradas difíceis, cheio de encruzilhadas, praticamente sem moradores e sem cobertura de rádio. Já era noite quando percebi que estava fora da rota, tive um sentimento de agonia misturado com o de cobrança de como que é que foi acontecer aquilo justo comigo.
Como estava escuro, preferi não arriscar a tentativa de retorno pela estrada para não correr o risco de ficar perambulando a esmo pelas encruzilhadas, procurei um local mais alto e observei se havia ponto de luz de alguma casa próxima para pedir informação. Vi dois pontos de luz, demorei uma hora para chegar no que estava mais perto, demorei não tanto pela distancia e sim pelas condições da estrada, dei azar que não tinha ninguém no local, segui mais uma hora até a segunda e minha sorte mudou, o morador me passou as dicas de como retornar. Resultado: cheguei em casa as duas da madruga, com o tanque quase na reserva, 09 horas extras mais rico e com direito a tiração de sarro da galera no dia seguinte. Confuso


(26/12/2014 16:01)andertribo Escreveu:  Olá Mateiros,
Alguém já Entrou em modo real de sobrevivência ?
poderia descrever :
abraços
Andersen

Passei por uma situação parecida em um trabalho passado. Encalhei com uma strada com os pneus carecas durante o temporal. A chuva me levou morro abaixo e só consegui parar a um metro de um corrego, foi um sufoco.

Andersen
Encontrar todas as respostas deste usuário
Gostar da resposta Citar esta mensagem em uma resposta
[+] 3 Membros Gostaram da Resposta do andertribo
02/01/2015, 22:05
Resposta: #17
RE: Você já entrou em situação real de sobrevivência ?
Estava com uma colega de trabalho. Pedi para ela manter a strada o mais fixo possível. Estávamos próximos a um abrigo de um fazendeiro próximo a plantação, ele não estava, mas tinha um pedaço de corda na cobertura. Amarrei a strada em uma árvore próxima e fiquei ancorado por 1 ora até a chuva parar e sairmos de lá com a ajuda de um trator.

Passei outro sufoco na br 101, 12 horas no sol sem comida nem água e com ladrões oportunistas. Nunca mais saio de casa sem equipamentos mInimos.[/align]

[align=right]
(02/01/2015 21:57)andertribo Escreveu:  @[alexandrer] obrigado por compartilhar sua experiencia
deve ter sido horrível , e como conseguiu sair ?

(02/01/2015 21:54)alexandrer Escreveu:  
(27/12/2014 14:59)Cliceu Escreveu:  Em situação de sobrevivência graças a Deus até agora não, mas já passei por perrengues não semelhantes ao do JC pois ando sempre motorizado, mas que não deixa de ser um incomodo.
Em meu trabalho tenho que fazer grandes deslocamentos de carro em áreas rurais, e por via de regra sempre vou de tanque cheio e com alguns itens básicos na viatura (lanche, água, lamina, roupa extra, isqueiro, pá cortadeira).
No meu trabalho o pessoal sabe pra onde a gente vai, mas nunca o horário de retorno devido a complexidade do serviço que pode variar de 10 minutos até varias horas para ser executado, o pior é que a gente só descobre quanto tempo vai demorar quando chega no local.
Bem antigamente não tínhamos GPS no carro e eu estava fazendo um trabalho na região rural de Ortigueira e acabei me perdendo no final de uma rota, lugarzinho de estradas difíceis, cheio de encruzilhadas, praticamente sem moradores e sem cobertura de rádio. Já era noite quando percebi que estava fora da rota, tive um sentimento de agonia misturado com o de cobrança de como que é que foi acontecer aquilo justo comigo.
Como estava escuro, preferi não arriscar a tentativa de retorno pela estrada para não correr o risco de ficar perambulando a esmo pelas encruzilhadas, procurei um local mais alto e observei se havia ponto de luz de alguma casa próxima para pedir informação. Vi dois pontos de luz, demorei uma hora para chegar no que estava mais perto, demorei não tanto pela distancia e sim pelas condições da estrada, dei azar que não tinha ninguém no local, segui mais uma hora até a segunda e minha sorte mudou, o morador me passou as dicas de como retornar. Resultado: cheguei em casa as duas da madruga, com o tanque quase na reserva, 09 horas extras mais rico e com direito a tiração de sarro da galera no dia seguinte. Confuso


(26/12/2014 16:01)andertribo Escreveu:  Olá Mateiros,
Alguém já Entrou em modo real de sobrevivência ?
poderia descrever :
abraços
Andersen

Passei por uma situação parecida em um trabalho passado. Encalhei com uma strada com os pneus carecas durante o temporal. A chuva me levou morro abaixo e só consegui parar a um metro de um corrego, foi um sufoco.
Visitar o website do usuário Encontrar todas as respostas deste usuário
Gostar da resposta Citar esta mensagem em uma resposta
[+] 6 Membros Gostaram da Resposta do alexandrer
02/01/2015, 22:09
Resposta: #18
RE: Você já entrou em situação real de sobrevivência ?
Outro situação de sobrevivência que já passei foi quando tinha uns 12 anos, foi um caso de sobrevivência urbana, onde realmente tive muita sorte de sobreviver. Estava andando pela calcada quando ficou tudo escuro, quando recuperei a memória não conseguia me mexer e nem respirar, quando já estava perdendo a consciência surgiu uma mão que me tirou de baixo de escombros da carga de um caminhão, isso mesmo, um caminhão carregado de vasos sanitários capotou e toda a carga dele caiu sobre mim e 3 meninas, uma infelizmente morreu, eu e as outras duas tivemos alguns ferimentos mas ficamos bem.
Nesse caso eu realmente não podia fazer nada para me salvar, tive que contar com a ajuda de populares. Se eles tivessem cruzado os bracos e esperado os bombeiros eu e as outras duas teríamos morrido, graças a Deus que tomaram a iniciativa de retirar os escombros antes. Um desses salvadores ficou com várias lacerações na mão, e mesmo sangrando não parou de retirar os escombros, nessas horas um par de luvas vai bem, quem monta EDCs para carros ou mochilas deveria pensar seriamente em incluir um par de luvas grossas, pode ajudar a salvar você mas também outras vidas e evita que se machuque.
Outro ponto seria o apito, para mim nessa situação não teria nem como usar, porém em muitos casos de soterramento ele pode ser usado pela vítima para indicar onde está, afim de orientar o socorrista.
Encontrar todas as respostas deste usuário
Gostar da resposta Citar esta mensagem em uma resposta
[+] 16 Membros Gostaram da Resposta do CR2011VSF
03/01/2015, 09:00
Resposta: #19
RE: Você já entrou em situação real de sobrevivência ?
(28/12/2014 13:34)Rodrigo Freitas Escreveu:  No carnaval desse ano, passei por um situação de risco.
No sábado de carnaval, saí depois do almoço com minha moto para explorar uma antiga estrada de uns 6 km que corta dois municípios aqui na minha cidade.
Logo no início vi que a estrada estava muito ruim, quase não havia mais marcação definida. Com mais ou menos um terço do caminho percorrido, a estrada acabou virando uma trilha bem acidentada. Como minha moto é uma trail, continuei avançando.
Em determinado momento me deparei com dois cavaleiros que vinham subindo em direção contrária. Disse a eles onde queria chegar e eles me disseram que a trilha estava muito lamacenta e que de moto, não daria para eu passar. Me sugeriram uma outra trilha, que daria em outro bairro um pouco mais longe, mas que a moto passaria.
Chegando no ponto onde eles indicaram, tomei a direção da outra trilha. Era uma descida bem íngreme e com muitas pedras, de forma que se eu descesse, não conseguiria subir depois com a moto. Como eles disseram que a trilha estava mais ou menos como no local onde nos encontramos, resolvi descer.
Quanto mais eu descia, mais a trilha ficava acidentada e fechada. Como estava calor, fui somente de bermuda e camisa de manga curta. A essa altura, já havia passado por muitos Arranha-Gatos e minhas pernas e braços e mãos já estavam completamente arranhados.
Sem poder subir, a única opção era descer. Nesse ponto já estava em mata fechada. Continuei descendo até que me deparei com uma cachoeira seguida de um rio, no meio da trilha. À pé, eu passaria sem mais problemas, somente molharia os pés e pernas, mas de moto, seria complicado.
Sem opção de voltar, tentei passar. O pequeno riacho não era largo, devia ter uns dois ou três metros de largura, mas o fluxo da água era forte e relativamente fundo. Com a moto ligada, mas fod@* dela, fui atravessando o riacho. Quando estava perto da outra margem, havia uma subida forte. Acelerei mais a moto mas uma pedra se soltou e a mesma caiu em cima de mim.
A parte de cima do motor ficou em cima do meu joelho e o queimou. Como se não bastasse, a parte de baixo ficou em cima de uma pedra e sofreu um corte.
Consegui levantar e empurrar a moto até a outra margem. Com a queda a moto morreu e não pegava mais. Nesse ponto, já estava escurecendo e havia levado comigo, apenas um canivete e meu cantil com água na mochila. Depois de uns vinte minutos vi que o cachimbo da vela havia soltado. Sequei com minha camisa o encaixei novamente e para minha alegria a moto pegou.
Continuei descendo a trilha no meio da mata muito devagar pois além da raízes das árvores que atravessavam a trilha, haviam ainda as pedras soltas e as malditas Arranha-Gatos que estavam literalmente arrancando a pele dos meus braços e pernas.
Depois de uns oito km trilha adentro finalmente saí em uma estrada e mais uns quatro km nela, consegui chegar ao asfalto, já noite fechada.
Lições que tirei desse episódio.
1) Nunca faça um reconhecimento de local sozinho. Principalmente se você não conhece a área;
2) Leve sempre equipamento, prevendo eventuais percalços. Se a moto tivesse quebrado, eu não conseguiria sair da mata antes de escurecer. Passaria a noite provavelmente no escuro, com frio, fome e sem abrigo.
3) Não confie 100% nas informações que os locais lhe passam pois como eles estavam a cavalo, avaliaram a dificuldade com o cavalo e não com a moto;

Rodrigo, sou motoqueira desde que tinha 18 anos.
Nunca subo na moto sem uma mochila que tenha um agasalho e um misto de kit de sobrevivência urbano com itens para o mato.
Além disso sempre carrego comigo o Kit Pescoço, inventado por mim... kkk
Mais tarde posto a foto dele e descrevo o porque dos itens agregados.

As vezes ser fumante numa situação dessa acaba sendo uma sorte... dificilmente um fumante esquece o isqueiro... fogo caso vc não conseguisse sair e tivesse que pernoitar.

Seu relato foi especialmente importante para mim... dentro do meu kit não carrego nada para queimaduras e cair da moto é a vida de todo motoqueiro e se ela cair em cima da perna da gente é queimadura na certa.
A gente sempre deve dar uma mãozinha para o nosso anjo da guarda!

Outro equipamento fundamental na moto e que caiu em desuso ou na ineficiência é o mata cachorro.
Quando comprei minha 1ª moto, uma CG 125 ano 77 ( a raridade está comigo até hoje, funciona e participa de Exposição de Motos antigas)

[Imagem: 124yqz5.jpg]

Pois bem, em 77 a gente saía da agencia sem capacete (não era obrigatório) mas nunca sem o mata cachorro, era pergunta de praxe do vendedor, como é o protetor de carter para os carros.

Antes da Exposição da foto, estava trafegando calmamente pela rua, pois logo a mesma terminava em uma esquina em T.
Um doido de carro virou essa esquina na contra mão me pegando de cheio.
Na batida fui mandada ( com todo meu peso pena... kkk ) uns 5 metros voando para trás.
O motorista do carro ficou desesperado, gritando pela minha perna.
Eu levantei do tombo e disse que não tinha nada na perna, aí ele insistiu pelas minhas costas e cabeça, repondi que estava tudo bem.

Ao levantar a moto do chão entendi o porque de seu desespero, meu mata cachorro estava tão torto que quebrou.
Na foto da exposição ela está com um mata cachorro provisório, pois tive que comprar pela net um igual ao anterior:

[Imagem: sg48e1.jpg]

Desse mesmo, antigão e fora de moda.
O paralama do carro bateu na ponta do mata cachorro quebrando-o... imagine o estrago que teria feito na minha canela, com certeza fraturas graves.
O fato de ter sido jogada para trás sem sequer sofrer um arranhão só consigo explicar como uma proteção sem fim do meu anjo da guarda.
Quando cheguei em casa, fui conferir o estrago na mochila, capacete e roupa.
Pasme e acredite quem quiser: não havia sequer uma única marca no capacete, na mochila, roupas e no meu corpo pelo tombo no asfalto; você deve saber o que é sair ralado de um tombo no asfalto.
A moto também saiu sem um arranhão, pois com a entortada do mata cachorro, ela se apoiou inteira nele.

Amigo, me prolonguei nesse relato tentando te convencer da importância de um mata cachorro modelo antigo, no mínimo ele além de proteger a moto pode ser a salvação da sua canela em uma batida como a relatada.
Espero que se você não tem esse intem de proteção na sua moto, adquira um rapidinho, é equipamento de segurança tanto quanto o capacete.

Abraços.

Bushcraft e Sobrevivência - praticar de forma sustentável e ecológicamente correta!
Visitar o website do usuário Encontrar todas as respostas deste usuário
Gostar da resposta Citar esta mensagem em uma resposta
[+] 11 Membros Gostaram da Resposta do teblasi
03/01/2015, 09:04 (Resposta editada pela última vez em: 03/01/2015 09:04 por teblasi.)
Resposta: #20
RE: Você já entrou em situação real de sobrevivência ?
(28/12/2014 17:39)Norton Escreveu:  
(26/12/2014 16:56)rodarte Escreveu:  Ótimo tópico, tem tudo para vermos algumas historias bem legais.

Quanto a mim, já passei alguns apertos, mas nada que pudesse ser classificado como situação de sobrevivência.
Graças à Deus eu nunca passei por uma real situação, rsrss, morreria em dois dias, kkkkk....

Acho que não Norton!
A grande maioria de nós sempre porta um kit de Sobrevivência, no mínimo e isso aliado aos nossos conhecimentos nos daria uma sobrevida muito maior... espero.

Bushcraft e Sobrevivência - praticar de forma sustentável e ecológicamente correta!
Visitar o website do usuário Encontrar todas as respostas deste usuário
Gostar da resposta Citar esta mensagem em uma resposta
[+] 2 Membros Gostaram da Resposta do teblasi
03/01/2015, 09:11
Resposta: #21
RE: Você já entrou em situação real de sobrevivência ?
(02/01/2015 22:05)alexandrer Escreveu:  Estava com uma colega de trabalho. Pedi para ela manter a strada o mais fixo possível. Estávamos próximos a um abrigo de um fazendeiro próximo a plantação, ele não estava, mas tinha um pedaço de corda na cobertura. Amarrei a strada em uma árvore próxima e fiquei ancorado por 1 ora até a chuva parar e sairmos de lá com a ajuda de um trator.

Passei outro sufoco na br 101, 12 horas no sol sem comida nem água e com ladrões oportunistas. Nunca mais saio de casa sem equipamentos mInimos.[/align]

[align=right]
(02/01/2015 21:57)andertribo Escreveu:  @[alexandrer] obrigado por compartilhar sua experiencia
deve ter sido horrível , e como conseguiu sair ?

(02/01/2015 21:54)alexandrer Escreveu:  
(27/12/2014 14:59)Cliceu Escreveu:  Em situação de sobrevivência graças a Deus até agora não, mas já passei por perrengues não semelhantes ao do JC pois ando sempre motorizado, mas que não deixa de ser um incomodo.
Em meu trabalho tenho que fazer grandes deslocamentos de carro em áreas rurais, e por via de regra sempre vou de tanque cheio e com alguns itens básicos na viatura (lanche, água, lamina, roupa extra, isqueiro, pá cortadeira).
No meu trabalho o pessoal sabe pra onde a gente vai, mas nunca o horário de retorno devido a complexidade do serviço que pode variar de 10 minutos até varias horas para ser executado, o pior é que a gente só descobre quanto tempo vai demorar quando chega no local.
Bem antigamente não tínhamos GPS no carro e eu estava fazendo um trabalho na região rural de Ortigueira e acabei me perdendo no final de uma rota, lugarzinho de estradas difíceis, cheio de encruzilhadas, praticamente sem moradores e sem cobertura de rádio. Já era noite quando percebi que estava fora da rota, tive um sentimento de agonia misturado com o de cobrança de como que é que foi acontecer aquilo justo comigo.
Como estava escuro, preferi não arriscar a tentativa de retorno pela estrada para não correr o risco de ficar perambulando a esmo pelas encruzilhadas, procurei um local mais alto e observei se havia ponto de luz de alguma casa próxima para pedir informação. Vi dois pontos de luz, demorei uma hora para chegar no que estava mais perto, demorei não tanto pela distancia e sim pelas condições da estrada, dei azar que não tinha ninguém no local, segui mais uma hora até a segunda e minha sorte mudou, o morador me passou as dicas de como retornar. Resultado: cheguei em casa as duas da madruga, com o tanque quase na reserva, 09 horas extras mais rico e com direito a tiração de sarro da galera no dia seguinte. Confuso

Passei por uma situação parecida em um trabalho passado. Encalhei com uma strada com os pneus carecas durante o temporal. A chuva me levou morro abaixo e só consegui parar a um metro de um corrego, foi um sufoco.

Isso mesmo!
De carro ou de moto, indo ou não só até a esquina, na minha opinião sempre devemos portar um kit de sobrevivência, isso pode amenizar as inúmeras encrencas que nos metemos sem querer.

Bushcraft e Sobrevivência - praticar de forma sustentável e ecológicamente correta!
Visitar o website do usuário Encontrar todas as respostas deste usuário
Gostar da resposta Citar esta mensagem em uma resposta
[+] 4 Membros Gostaram da Resposta do teblasi
03/01/2015, 09:19 (Resposta editada pela última vez em: 03/01/2015 09:22 por TueriNatura.)
Resposta: #22
RE: Você já entrou em situação real de sobrevivência ?
Teresa,
Tive uma moto igual a sua mas a minha era uma modelo 79 e a comprei semi nova em 1980.
Ela tinha o mata cachorro que me livrava de muitos arranhões e realmente protege as pernas quando andamos em acostamentos e áreas rurais.
Nunca tive nenhum acidente e a moto sempre esteve em estado de nova.
Tive que vendê-la pois eu não tinha carteira de moto e estava cansado de dar dinheiro para os "homi" me deixar ir embora...



(03/01/2015 09:00)teblasi Escreveu:  [quote='Rodrigo Freitas' pid='132350' dateline='1419780843']
No carnaval desse ano, passei por um situação de risco.
Amigo, me prolonguei nesse relato tentando te convencer da importância de um mata cachorro modelo antigo, no mínimo ele além de proteger a moto pode ser a salvação da sua canela em uma batida como a relatada.
Espero que se você não tem esse intem de proteção na sua moto, adquira um rapidinho, é equipamento de segurança tanto quanto o capacete.

Abraços.

"Em um tempo de engano universal, dizer a verdade é um ato revolucionário. (George Orwell) "
Visitar o website do usuário Encontrar todas as respostas deste usuário
Gostar da resposta Citar esta mensagem em uma resposta
[+] 3 Membros Gostaram da Resposta do TueriNatura
03/01/2015, 09:19
Resposta: #23
RE: Você já entrou em situação real de sobrevivência ?
(02/01/2015 22:09)CR2011VSF Escreveu:  Outro situação de sobrevivência que já passei foi quando tinha uns 12 anos, foi um caso de sobrevivência urbana, onde realmente tive muita sorte de sobreviver. Estava andando pela calcada quando ficou tudo escuro, quando recuperei a memória não conseguia me mexer e nem respirar, quando já estava perdendo a consciência surgiu uma mão que me tirou de baixo de escombros da carga de um caminhão, isso mesmo, um caminhão carregado de vasos sanitários capotou e toda a carga dele caiu sobre mim e 3 meninas, uma infelizmente morreu, eu e as outras duas tivemos alguns ferimentos mas ficamos bem.
Nesse caso eu realmente não podia fazer nada para me salvar, tive que contar com a ajuda de populares. Se eles tivessem cruzado os bracos e esperado os bombeiros eu e as outras duas teríamos morrido, graças a Deus que tomaram a iniciativa de retirar os escombros antes. Um desses salvadores ficou com várias lacerações na mão, e mesmo sangrando não parou de retirar os escombros, nessas horas um par de luvas vai bem, quem monta EDCs para carros ou mochilas deveria pensar seriamente em incluir um par de luvas grossas, pode ajudar a salvar você mas também outras vidas e evita que se machuque.
Outro ponto seria o apito, para mim nessa situação não teria nem como usar, porém em muitos casos de soterramento ele pode ser usado pela vítima para indicar onde está, afim de orientar o socorrista.

Que coisa Cristian!!!
Mais do que nunca fico convencida que só vamos na nossa hora, independente do tamanho do acidente.
Você tem toda a razão sobre as luvas, tem umas de couro maleável e muito forte em lojas que vendem EPI... são muito baratas.

Bushcraft e Sobrevivência - praticar de forma sustentável e ecológicamente correta!
Visitar o website do usuário Encontrar todas as respostas deste usuário
Gostar da resposta Citar esta mensagem em uma resposta
[+] 4 Membros Gostaram da Resposta do teblasi
03/01/2015, 09:30
Resposta: #24
RE: Você já entrou em situação real de sobrevivência ?
(03/01/2015 09:19)TueriNatura Escreveu:  Teresa,
Tive uma moto igual a sua mas a minha era uma modelo 79 e a comprei semi nova em 1980.
Ela tinha o mata cachorro que me livrava de muitos arranhões e realmente protege as pernas quando andamos em acostamentos e áreas rurais.
Nunca tive nenhum acidente e a moto sempre esteve em estado de nova.
Tive que vendê-la pois eu não tinha carteira de moto e estava cansado de dar dinheiro para os "homi" me deixar ir embora...



(03/01/2015 09:00)teblasi Escreveu:  
(28/12/2014 13:34)Rodrigo Freitas Escreveu:  No carnaval desse ano, passei por um situação de risco.
No sábado de carnaval, saí depois do almoço com minha moto para explorar uma antiga estrada de uns 6 km que corta dois municípios aqui na minha cidade.
Logo no início vi que a estrada estava muito ruim, quase não havia mais marcação definida. Com mais ou menos um terço do caminho percorrido, a estrada acabou virando uma trilha bem acidentada. Como minha moto é uma trail, continuei avançando.
Em determinado momento me deparei com dois cavaleiros que vinham subindo em direção contrária. Disse a eles onde queria chegar e eles me disseram que a trilha estava muito lamacenta e que de moto, não daria para eu passar. Me sugeriram uma outra trilha, que daria em outro bairro um pouco mais longe, mas que a moto passaria.
Chegando no ponto onde eles indicaram, tomei a direção da outra trilha. Era uma descida bem íngreme e com muitas pedras, de forma que se eu descesse, não conseguiria subir depois com a moto. Como eles disseram que a trilha estava mais ou menos como no local onde nos encontramos, resolvi descer.
Quanto mais eu descia, mais a trilha ficava acidentada e fechada. Como estava calor, fui somente de bermuda e camisa de manga curta. A essa altura, já havia passado por muitos Arranha-Gatos e minhas pernas e braços e mãos já estavam completamente arranhados.
Sem poder subir, a única opção era descer. Nesse ponto já estava em mata fechada. Continuei descendo até que me deparei com uma cachoeira seguida de um rio, no meio da trilha. À pé, eu passaria sem mais problemas, somente molharia os pés e pernas, mas de moto, seria complicado.
Sem opção de voltar, tentei passar. O pequeno riacho não era largo, devia ter uns dois ou três metros de largura, mas o fluxo da água era forte e relativamente fundo. Com a moto ligada, mas fod@* dela, fui atravessando o riacho. Quando estava perto da outra margem, havia uma subida forte. Acelerei mais a moto mas uma pedra se soltou e a mesma caiu em cima de mim.
A parte de cima do motor ficou em cima do meu joelho e o queimou. Como se não bastasse, a parte de baixo ficou em cima de uma pedra e sofreu um corte.
Consegui levantar e empurrar a moto até a outra margem. Com a queda a moto morreu e não pegava mais. Nesse ponto, já estava escurecendo e havia levado comigo, apenas um canivete e meu cantil com água na mochila. Depois de uns vinte minutos vi que o cachimbo da vela havia soltado. Sequei com minha camisa o encaixei novamente e para minha alegria a moto pegou.
Continuei descendo a trilha no meio da mata muito devagar pois além da raízes das árvores que atravessavam a trilha, haviam ainda as pedras soltas e as malditas Arranha-Gatos que estavam literalmente arrancando a pele dos meus braços e pernas.
Depois de uns oito km trilha adentro finalmente saí em uma estrada e mais uns quatro km nela, consegui chegar ao asfalto, já noite fechada.
Lições que tirei desse episódio.
1) Nunca faça um reconhecimento de local sozinho. Principalmente se você não conhece a área;
2) Leve sempre equipamento, prevendo eventuais percalços. Se a moto tivesse quebrado, eu não conseguiria sair da mata antes de escurecer. Passaria a noite provavelmente no escuro, com frio, fome e sem abrigo.
3) Não confie 100% nas informações que os locais lhe passam pois como eles estavam a cavalo, avaliaram a dificuldade com o cavalo e não com a moto;

Rodrigo, sou motoqueira desde que tinha 18 anos.
Nunca subo na moto sem uma mochila que tenha um agasalho e um misto de kit de sobrevivência urbano com itens para o mato.
Além disso sempre carrego comigo o Kit Pescoço, inventado por mim... kkk
Mais tarde posto a foto dele e descrevo o porque dos itens agregados.

As vezes ser fumante numa situação dessa acaba sendo uma sorte... dificilmente um fumante esquece o isqueiro... fogo caso vc não conseguisse sair e tivesse que pernoitar.

Seu relato foi especialmente importante para mim... dentro do meu kit não carrego nada para queimaduras e cair da moto é a vida de todo motoqueiro e se ela cair em cima da perna da gente é queimadura na certa.
A gente sempre deve dar uma mãozinha para o nosso anjo da guarda!

Outro equipamento fundamental na moto e que caiu em desuso ou na ineficiência é o mata cachorro.
Quando comprei minha 1ª moto, uma CG 125 ano 77 ( a raridade está comigo até hoje, funciona e participa de Exposição de Motos antigas)

[Imagem: 124yqz5.jpg]

Pois bem, em 77 a gente saía da agencia sem capacete (não era obrigatório) mas nunca sem o mata cachorro, era pergunta de praxe do vendedor, como é o protetor de carter para os carros.

Antes da Exposição da foto, estava trafegando calmamente pela rua, pois logo a mesma terminava em uma esquina em T.
Um doido de carro virou essa esquina na contra mão me pegando de cheio.
Na batida fui mandada ( com todo meu peso pena... kkk ) uns 5 metros voando para trás.
O motorista do carro ficou desesperado, gritando pela minha perna.
Eu levantei do tombo e disse que não tinha nada na perna, aí ele insistiu pelas minhas costas e cabeça, repondi que estava tudo bem.

Ao levantar a moto do chão entendi o porque de seu desespero, meu mata cachorro estava tão torto que quebrou.
Na foto da exposição ela está com um mata cachorro provisório, pois tive que comprar pela net um igual ao anterior:

[Imagem: sg48e1.jpg]

Desse mesmo, antigão e fora de moda.
O paralama do carro bateu na ponta do mata cachorro quebrando-o... imagine o estrago que teria feito na minha canela, com certeza fraturas graves.
O fato de ter sido jogada para trás sem sequer sofrer um arranhão só consigo explicar como uma proteção sem fim do meu anjo da guarda.
Quando cheguei em casa, fui conferir o estrago na mochila, capacete e roupa.
Pasme e acredite quem quiser: não havia sequer uma única marca no capacete, na mochila, roupas e no meu corpo pelo tombo no asfalto; você deve saber o que é sair ralado de um tombo no asfalto.
A moto também saiu sem um arranhão, pois com a entortada do mata cachorro, ela se apoiou inteira nele.

Amigo, me prolonguei nesse relato tentando te convencer da importância de um mata cachorro modelo antigo, no mínimo ele além de proteger a moto pode ser a salvação da sua canela em uma batida como a relatada.
Espero que se você não tem esse intem de proteção na sua moto, adquira um rapidinho, é equipamento de segurança tanto quanto o capacete.

Abraços.

kkk... JC, você deve ser o único motoqueiro que nunca caiu da moto.
Já consegui a proesa de cair da raridade parada...kkk
Fui dar a partida no pedal, me desequilibrei e tentei me segurar e segurar a moto... advinha... a mesma caiu em cima da minha perna... kkk
Passei uns minutinhos tentando levantar a moto para livrar a perna, por isso só gosto de moto leve, em uma pesadona ficava com a perna embaixo até chegar socorro.

Abração conterrâneo.

Bushcraft e Sobrevivência - praticar de forma sustentável e ecológicamente correta!
Visitar o website do usuário Encontrar todas as respostas deste usuário
Gostar da resposta Citar esta mensagem em uma resposta
[+] 4 Membros Gostaram da Resposta do teblasi
03/01/2015, 09:44
Resposta: #25
RE: Você já entrou em situação real de sobrevivência ?
Bom, agora que você disse isso, me lembrou que eu também caí de uma moto parada. Foi a primeira moto que tive contacto e pertencia ao meu patrão.
Era uma Norton 500, hoje uma raridade, muito pesada.
Subi na moto e comecei a brincar. Ela começou a tombar e eu, magrinho, não aguentei o peso e fiquei preso embaixo dela até consegui sair com a ajuda do meu irmão, kkkk...
Estou procurando uma moto de trilha usada para andar aqui pela "roça". Encontrei um Kawasaki 2001, motor 2 tempos, mas o dono ainda tem que consertá-la.



(03/01/2015 09:30)teblasi Escreveu:  
(03/01/2015 09:19)TueriNatura Escreveu:  Teresa,
Tive uma moto igual a sua mas a minha era uma modelo 79 e a comprei semi nova em 1980.
Ela tinha o mata cachorro que me livrava de muitos arranhões e realmente protege as pernas quando andamos em acostamentos e áreas rurais.
Nunca tive nenhum acidente e a moto sempre esteve em estado de nova.
Tive que vendê-la pois eu não tinha carteira de moto e estava cansado de dar dinheiro para os "homi" me deixar ir embora...



(03/01/2015 09:00)teblasi Escreveu:  
(28/12/2014 13:34)Rodrigo Freitas Escreveu:  No carnaval desse ano, passei por um situação de risco.
No sábado de carnaval, saí depois do almoço com minha moto para explorar uma antiga estrada de uns 6 km que corta dois municípios aqui na minha cidade.
Logo no início vi que a estrada estava muito ruim, quase não havia mais marcação definida. Com mais ou menos um terço do caminho percorrido, a estrada acabou virando uma trilha bem acidentada. Como minha moto é uma trail, continuei avançando.
Em determinado momento me deparei com dois cavaleiros que vinham subindo em direção contrária. Disse a eles onde queria chegar e eles me disseram que a trilha estava muito lamacenta e que de moto, não daria para eu passar. Me sugeriram uma outra trilha, que daria em outro bairro um pouco mais longe, mas que a moto passaria.
Chegando no ponto onde eles indicaram, tomei a direção da outra trilha. Era uma descida bem íngreme e com muitas pedras, de forma que se eu descesse, não conseguiria subir depois com a moto. Como eles disseram que a trilha estava mais ou menos como no local onde nos encontramos, resolvi descer.
Quanto mais eu descia, mais a trilha ficava acidentada e fechada. Como estava calor, fui somente de bermuda e camisa de manga curta. A essa altura, já havia passado por muitos Arranha-Gatos e minhas pernas e braços e mãos já estavam completamente arranhados.
Sem poder subir, a única opção era descer. Nesse ponto já estava em mata fechada. Continuei descendo até que me deparei com uma cachoeira seguida de um rio, no meio da trilha. À pé, eu passaria sem mais problemas, somente molharia os pés e pernas, mas de moto, seria complicado.
Sem opção de voltar, tentei passar. O pequeno riacho não era largo, devia ter uns dois ou três metros de largura, mas o fluxo da água era forte e relativamente fundo. Com a moto ligada, mas fod@* dela, fui atravessando o riacho. Quando estava perto da outra margem, havia uma subida forte. Acelerei mais a moto mas uma pedra se soltou e a mesma caiu em cima de mim.
A parte de cima do motor ficou em cima do meu joelho e o queimou. Como se não bastasse, a parte de baixo ficou em cima de uma pedra e sofreu um corte.
Consegui levantar e empurrar a moto até a outra margem. Com a queda a moto morreu e não pegava mais. Nesse ponto, já estava escurecendo e havia levado comigo, apenas um canivete e meu cantil com água na mochila. Depois de uns vinte minutos vi que o cachimbo da vela havia soltado. Sequei com minha camisa o encaixei novamente e para minha alegria a moto pegou.
Continuei descendo a trilha no meio da mata muito devagar pois além da raízes das árvores que atravessavam a trilha, haviam ainda as pedras soltas e as malditas Arranha-Gatos que estavam literalmente arrancando a pele dos meus braços e pernas.
Depois de uns oito km trilha adentro finalmente saí em uma estrada e mais uns quatro km nela, consegui chegar ao asfalto, já noite fechada.
Lições que tirei desse episódio.
1) Nunca faça um reconhecimento de local sozinho. Principalmente se você não conhece a área;
2) Leve sempre equipamento, prevendo eventuais percalços. Se a moto tivesse quebrado, eu não conseguiria sair da mata antes de escurecer. Passaria a noite provavelmente no escuro, com frio, fome e sem abrigo.
3) Não confie 100% nas informações que os locais lhe passam pois como eles estavam a cavalo, avaliaram a dificuldade com o cavalo e não com a moto;

Rodrigo, sou motoqueira desde que tinha 18 anos.
Nunca subo na moto sem uma mochila que tenha um agasalho e um misto de kit de sobrevivência urbano com itens para o mato.
Além disso sempre carrego comigo o Kit Pescoço, inventado por mim... kkk
Mais tarde posto a foto dele e descrevo o porque dos itens agregados.

As vezes ser fumante numa situação dessa acaba sendo uma sorte... dificilmente um fumante esquece o isqueiro... fogo caso vc não conseguisse sair e tivesse que pernoitar.

Seu relato foi especialmente importante para mim... dentro do meu kit não carrego nada para queimaduras e cair da moto é a vida de todo motoqueiro e se ela cair em cima da perna da gente é queimadura na certa.
A gente sempre deve dar uma mãozinha para o nosso anjo da guarda!

Outro equipamento fundamental na moto e que caiu em desuso ou na ineficiência é o mata cachorro.
Quando comprei minha 1ª moto, uma CG 125 ano 77 ( a raridade está comigo até hoje, funciona e participa de Exposição de Motos antigas)

[Imagem: 124yqz5.jpg]

Pois bem, em 77 a gente saía da agencia sem capacete (não era obrigatório) mas nunca sem o mata cachorro, era pergunta de praxe do vendedor, como é o protetor de carter para os carros.

Antes da Exposição da foto, estava trafegando calmamente pela rua, pois logo a mesma terminava em uma esquina em T.
Um doido de carro virou essa esquina na contra mão me pegando de cheio.
Na batida fui mandada ( com todo meu peso pena... kkk ) uns 5 metros voando para trás.
O motorista do carro ficou desesperado, gritando pela minha perna.
Eu levantei do tombo e disse que não tinha nada na perna, aí ele insistiu pelas minhas costas e cabeça, repondi que estava tudo bem.

Ao levantar a moto do chão entendi o porque de seu desespero, meu mata cachorro estava tão torto que quebrou.
Na foto da exposição ela está com um mata cachorro provisório, pois tive que comprar pela net um igual ao anterior:

[Imagem: sg48e1.jpg]

Desse mesmo, antigão e fora de moda.
O paralama do carro bateu na ponta do mata cachorro quebrando-o... imagine o estrago que teria feito na minha canela, com certeza fraturas graves.
O fato de ter sido jogada para trás sem sequer sofrer um arranhão só consigo explicar como uma proteção sem fim do meu anjo da guarda.
Quando cheguei em casa, fui conferir o estrago na mochila, capacete e roupa.
Pasme e acredite quem quiser: não havia sequer uma única marca no capacete, na mochila, roupas e no meu corpo pelo tombo no asfalto; você deve saber o que é sair ralado de um tombo no asfalto.
A moto também saiu sem um arranhão, pois com a entortada do mata cachorro, ela se apoiou inteira nele.

Amigo, me prolonguei nesse relato tentando te convencer da importância de um mata cachorro modelo antigo, no mínimo ele além de proteger a moto pode ser a salvação da sua canela em uma batida como a relatada.
Espero que se você não tem esse intem de proteção na sua moto, adquira um rapidinho, é equipamento de segurança tanto quanto o capacete.

Abraços.

kkk... JC, você deve ser o único motoqueiro que nunca caiu da moto.
Já consegui a proesa de cair da raridade parada...kkk
Fui dar a partida no pedal, me desequilibrei e tentei me segurar e segurar a moto... advinha... a mesma caiu em cima da minha perna... kkk
Passei uns minutinhos tentando levantar a moto para livrar a perna, por isso só gosto de moto leve, em uma pesadona ficava com a perna embaixo até chegar socorro.

Abração conterrâneo.

"Em um tempo de engano universal, dizer a verdade é um ato revolucionário. (George Orwell) "
Visitar o website do usuário Encontrar todas as respostas deste usuário
Gostar da resposta Citar esta mensagem em uma resposta
[+] 3 Membros Gostaram da Resposta do TueriNatura
03/01/2015, 12:11 (Resposta editada pela última vez em: 03/01/2015 12:31 por Rodrigo Freitas.)
Resposta: #26
RE: Você já entrou em situação real de sobrevivência ?

Excelente o seu relato, amiga Teresa. Eu já tive duas motos grandes, antes dessa [que é pequena] e todas as duas tinha o mata cachorro e por duas vezes me salvaram. Tive dois acidentes graves, já, com moto.

Como essa moto minha é muito pequena e eu em 99% das vezes só a utilizo para fazer o trajeto de casa para o trabalho, cerca de 2,5 km, não me importei em pôr o mata cachorro.

Eu geralmente sou mais precavido, mas nesse dia, não sei o porque, saí de casa completamente despreparado. Talvez por pensar que a "estrada" fosse curta e estivesse boa... Mas talvez o pior erro que cometi, foi em continuar, mesmo constatando que não seria uma empreitada fácil e eu não estava preparado.

Mas valeu a lição, e não repetirei mais os mesmos erros, tanto para esse tipo de situação, quanto para outros tipos.

Agora sempre que vou fazer qualquer atividade outdoor, sempre levo os equipamentos mínimos de primeiros socorros e sobrevivência.

Rodrigo Freitas

De todos os presentes da Natureza para a raça humana, o que é mais doce para o homem do que as crianças? (Ernest Hemingway)
Encontrar todas as respostas deste usuário
Gostar da resposta Citar esta mensagem em uma resposta
[+] 5 Membros Gostaram da Resposta do Rodrigo Freitas
04/01/2015, 07:20
Resposta: #27
RE: Você já entrou em situação real de sobrevivência ?
(03/01/2015 12:11)Rodrigo Freitas Escreveu:  
(03/01/2015 09:00)teblasi Escreveu:  

Excelente o seu relato, amiga Teresa. Eu já tive duas motos grandes, antes dessa [que é pequena] e todas as duas tinha o mata cachorro e por duas vezes me salvaram. Tive dois acidentes graves, já, com moto.

Como essa moto minha é muito pequena e eu em 99% das vezes só a utilizo para fazer o trajeto de casa para o trabalho, cerca de 2,5 km, não me importei em pôr o mata cachorro.

Eu geralmente sou mais precavido, mas nesse dia, não sei o porque, saí de casa completamente despreparado. Talvez por pensar que a "estrada" fosse curta e estivesse boa... Mas talvez o pior erro que cometi, foi em continuar, mesmo constatando que não seria uma empreitada fácil e eu não estava preparado.

Mas valeu a lição, e não repetirei mais os mesmos erros, tanto para esse tipo de situação, quanto para outros tipos.

Agora sempre que vou fazer qualquer atividade outdoor, sempre levo os equipamentos mínimos de primeiros socorros e sobrevivência.

Amigo Rodrigo,

Me desculpe pela insistência, se você já teve 2 acidentes graves e o mata cachorro amenizou as consequências, não permaneça nesse pensamento de que só usa a moto 2,5 km da casa para o trabalho e por isso está protegido.
No relato que fiz, estava muito perto da esquina com uma placa de "Pare", tipo 20km por hora, em uma rua onde só trafegavam eu e o carro que virou a esquina na contra mão, nenhum de nós dois teve tempo de frear antes da batida.
A probabilidade de acidente era praticamente nula, mas ele aconteceu e poderia ter tido graves consequências.
Custa muito pouco perto dos benefícios, você se precaver e colocar um mata cachorro nessa moto, antes que você tenha que aprender da forma dolorosa.

Se previna com a moto como no seu último paragráfo: " Agora sempre que vou fazer qualquer atividade outdoor, sempre levo os equipamentos mínimos de primeiros socorros e sobrevivência."

Bushcraft e Sobrevivência - praticar de forma sustentável e ecológicamente correta!
Visitar o website do usuário Encontrar todas as respostas deste usuário
Gostar da resposta Citar esta mensagem em uma resposta
[+] 5 Membros Gostaram da Resposta do teblasi
04/01/2015, 07:52
Resposta: #28
RE: Você já entrou em situação real de sobrevivência ?
(03/01/2015 09:44)TueriNatura Escreveu:  Bom, agora que você disse isso, me lembrou que eu também caí de uma moto parada. Foi a primeira moto que tive contacto e pertencia ao meu patrão.
Era uma Norton 500, hoje uma raridade, muito pesada.
Subi na moto e comecei a brincar. Ela começou a tombar e eu, magrinho, não aguentei o peso e fiquei preso embaixo dela até consegui sair com a ajuda do meu irmão, kkkk...
Estou procurando uma moto de trilha usada para andar aqui pela "roça". Encontrei um Kawasaki 2001, motor 2 tempos, mas o dono ainda tem que consertá-la.



(03/01/2015 09:30)teblasi Escreveu:  
(03/01/2015 09:19)TueriNatura Escreveu:  Teresa,
Tive uma moto igual a sua mas a minha era uma modelo 79 e a comprei semi nova em 1980.
Ela tinha o mata cachorro que me livrava de muitos arranhões e realmente protege as pernas quando andamos em acostamentos e áreas rurais.
Nunca tive nenhum acidente e a moto sempre esteve em estado de nova.
Tive que vendê-la pois eu não tinha carteira de moto e estava cansado de dar dinheiro para os "homi" me deixar ir embora...



(03/01/2015 09:00)teblasi Escreveu:  Rodrigo, sou motoqueira desde que tinha 18 anos.
Nunca subo na moto sem uma mochila que tenha um agasalho e um misto de kit de sobrevivência urbano com itens para o mato.
Além disso sempre carrego comigo o Kit Pescoço, inventado por mim... kkk
Mais tarde posto a foto dele e descrevo o porque dos itens agregados.

As vezes ser fumante numa situação dessa acaba sendo uma sorte... dificilmente um fumante esquece o isqueiro... fogo caso vc não conseguisse sair e tivesse que pernoitar.

Seu relato foi especialmente importante para mim... dentro do meu kit não carrego nada para queimaduras e cair da moto é a vida de todo motoqueiro e se ela cair em cima da perna da gente é queimadura na certa.
A gente sempre deve dar uma mãozinha para o nosso anjo da guarda!

Outro equipamento fundamental na moto e que caiu em desuso ou na ineficiência é o mata cachorro.
Quando comprei minha 1ª moto, uma CG 125 ano 77 ( a raridade está comigo até hoje, funciona e participa de Exposição de Motos antigas)

[Imagem: 124yqz5.jpg]

Pois bem, em 77 a gente saía da agencia sem capacete (não era obrigatório) mas nunca sem o mata cachorro, era pergunta de praxe do vendedor, como é o protetor de carter para os carros.

Antes da Exposição da foto, estava trafegando calmamente pela rua, pois logo a mesma terminava em uma esquina em T.
Um doido de carro virou essa esquina na contra mão me pegando de cheio.
Na batida fui mandada ( com todo meu peso pena... kkk ) uns 5 metros voando para trás.
O motorista do carro ficou desesperado, gritando pela minha perna.
Eu levantei do tombo e disse que não tinha nada na perna, aí ele insistiu pelas minhas costas e cabeça, repondi que estava tudo bem.

Ao levantar a moto do chão entendi o porque de seu desespero, meu mata cachorro estava tão torto que quebrou.
Na foto da exposição ela está com um mata cachorro provisório, pois tive que comprar pela net um igual ao anterior:

[Imagem: sg48e1.jpg]

Desse mesmo, antigão e fora de moda.
O paralama do carro bateu na ponta do mata cachorro quebrando-o... imagine o estrago que teria feito na minha canela, com certeza fraturas graves.
O fato de ter sido jogada para trás sem sequer sofrer um arranhão só consigo explicar como uma proteção sem fim do meu anjo da guarda.
Quando cheguei em casa, fui conferir o estrago na mochila, capacete e roupa.
Pasme e acredite quem quiser: não havia sequer uma única marca no capacete, na mochila, roupas e no meu corpo pelo tombo no asfalto; você deve saber o que é sair ralado de um tombo no asfalto.
A moto também saiu sem um arranhão, pois com a entortada do mata cachorro, ela se apoiou inteira nele.

Amigo, me prolonguei nesse relato tentando te convencer da importância de um mata cachorro modelo antigo, no mínimo ele além de proteger a moto pode ser a salvação da sua canela em uma batida como a relatada.
Espero que se você não tem esse intem de proteção na sua moto, adquira um rapidinho, é equipamento de segurança tanto quanto o capacete.

Abraços.

kkk... JC, você deve ser o único motoqueiro que nunca caiu da moto.
Já consegui a proesa de cair da raridade parada...kkk
Fui dar a partida no pedal, me desequilibrei e tentei me segurar e segurar a moto... advinha... a mesma caiu em cima da minha perna... kkk
Passei uns minutinhos tentando levantar a moto para livrar a perna, por isso só gosto de moto leve, em uma pesadona ficava com a perna embaixo até chegar socorro.

Abração conterrâneo.

kkk... José Carlos, que bom saber que não sou a única a ter pagado esse mico.
Caramba, moleque é fogo... subir logo na moto do patrão e cair dela... kkk
Sua história me fez lembrar de outra.
Quando tinha entre 12 e 14 anos, convenci minha irmã 2,5 anos mais nova do que eu e alugamos uma Garelli (eita coisa antiga).
Eu pilotando e ela na garupa... capacete nem existia na época.
Na primeira vez que pisei no freio percebi que a mesma não tinha nada de freio.
Ao invés de parar, voltar na loja empurrando a Garelli para a devida troca, resolvi fazer isso pilotando a mesma.
Caramba, meti nós duas na maior enrascada.. as ruas eram contra mão para voltar e acabamos tendo como caminho de volta uma rua com uma super descida que termina em T.
Quando vi o trem ficar preto gritei para minha irmã: bico do tenis no chão.
Diminuimos pela metade a velocidade gastando o bico do tenis no asfalto, mas não consegui fazer a curva em T e bati em um carro parado.
Amaçei o carro, ralei a canela e não caimos da Garelli, batendo em retirada.
Claro que não conseguimos esconder o fato da família e sobrou muito, principalmente para mim... kkk
Até hoje minha mãe fala que só nos salvamos de um acidente grave, porquê na exata hora do ocorrido ela estava em uma igreja rezando pelos filhos.

Bushcraft e Sobrevivência - praticar de forma sustentável e ecológicamente correta!
Visitar o website do usuário Encontrar todas as respostas deste usuário
Gostar da resposta Citar esta mensagem em uma resposta
[+] 7 Membros Gostaram da Resposta do teblasi
21/01/2015, 11:37
Resposta: #29
RE: Você já entrou em situação real de sobrevivência ?
Gente, refletindo aqui sobre essa questão de entrar em modo de sobrevivência... Tenho uma pergunta.
Quase todo mundo aqui tem os tais cobertores aluminizados.
Só que alguém já os colocou à prova?
Alguém já se enrolou num desses no frio pra ver se de fato eles são realmente eficazes?

Estou pensando em fazer esse teste...
Se alguém já passou por essa experiência, por favor, compartilhe. Pois muitos de nós têm itens de "sobrevivência" cuja eficácia ainda não foi posta à prova... E isso é um risco tremendo.

A liberdade e o respeito ao próximo caminham juntos. A plenitude de um é diretamente proporcional à importância que se dá ao outro.
Visitar o website do usuário Encontrar todas as respostas deste usuário
Gostar da resposta Citar esta mensagem em uma resposta
[+] 5 Membros Gostaram da Resposta do Mel_Machado
21/01/2015, 11:59
Resposta: #30
RE: Você já entrou em situação real de sobrevivência ?
(21/01/2015 11:37)Mel_Machado Escreveu:  Gente, refletindo aqui sobre essa questão de entrar em modo de sobrevivência... Tenho uma pergunta.
Quase todo mundo aqui tem os tais cobertores aluminizados.
Só que alguém já os colocou à prova?
Alguém já se enrolou num desses no frio pra ver se de fato eles são realmente eficazes?

Estou pensando em fazer esse teste...
Se alguém já passou por essa experiência, por favor, compartilhe. Pois muitos de nós têm itens de "sobrevivência" cuja eficácia ainda não foi posta à prova... E isso é um risco tremendo.

Funciona bem sim Mel.

Eu usei em uma noite no mato, aquece muito bem. Na verdade ele mantém o calor do corpo.
Usávamos bastante nos cursos de resgate para aquecer os alunos que faziam hipotermia.

O @CR2011VSF usou em uma situação de risco e foi o que acabou ajudando muito ele a se manter aquecido.

Se ainda não tem, pode adicionar em seu kit, vale a pena na hora do apuro ter um nas tralhas.

Abraço.

" "Você é livre para fazer suas escolhas, mas é prisioneiro das consequências."
Pablo Neruda
"
Encontrar todas as respostas deste usuário
Gostar da resposta Citar esta mensagem em uma resposta
[+] 8 Membros Gostaram da Resposta do Dambrós
21/01/2015, 12:13
Resposta: #31
RE: Você já entrou em situação real de sobrevivência ?
(21/01/2015 11:59)Dambrós Escreveu:  Funciona bem sim Mel.

Eu usei em uma noite no mato, aquece muito bem. Na verdade ele mantém o calor do corpo.
Usávamos bastante nos cursos de resgate para aquecer os alunos que faziam hipotermia.

O @[CR2011VSF] usou em uma situação de risco e foi o que acabou ajudando muito ele a se manter aquecido.

Se ainda não tem, pode adicionar em seu kit, vale a pena na hora do apuro ter um nas tralhas.

Abraço.

Obrigada pelo esclarecimento.
Eu já tenho. Mas estava mexendo nas tralhas aqui e me questionei por ter um equipamento que não sabia se funcionava de fato...
Agora fico mais tranquila, pois aqui no sul, mesmo em épocas mais quentes, alguns lugares podem surpreender com noites bem frias. Ocorrem mudanças bruscas em que, mesmo numa situação normal, pode-se precisar de um auxílio para se aquecer...

Valeu!

A liberdade e o respeito ao próximo caminham juntos. A plenitude de um é diretamente proporcional à importância que se dá ao outro.
Visitar o website do usuário Encontrar todas as respostas deste usuário
Gostar da resposta Citar esta mensagem em uma resposta
[+] 5 Membros Gostaram da Resposta do Mel_Machado
21/01/2015, 12:25 (Resposta editada pela última vez em: 21/01/2015 12:26 por TueriNatura.)
Resposta: #32
RE: Você já entrou em situação real de sobrevivência ?
Olá Mel,
Nunca testei nenhum desses pequenos que muitos tem e, inclusive eu, carrego no meu kit e também no porta-luvas do meus carros. Ainda não usei pela experiência dos outros amigos que desdobraram os mesmos e o "troço" nunca volta a ficar o mesmo e nem cabe mais na embalagem original.

O que usei é uma versão bem melhorada pois, além de ser maior, ainda possui uma membrana respirável, ou seja, retem e reflete o calor do corpo ao mesmo tempo em que libera o suor que possa evaporar.

Saí do trabalho às duas da manhã, depois de trabalhar por quase 16 horas, exausto e com um frio de -10 graus. Decidi que iria direto para casa a uns 400 km de distância de onde eu estava mas depois de dirigir por uns 30 minutos o cansaço bateu e eu decidi dormir um pouco no primeiro lugar que apareceu na estrada. Claro que com o aquecimento do carro estava bem confortável mas depois de alguns minutos com o carro desligado o frio começou a incomodar.
Eu tinha um desses da foto no carro comigo e foi o que me ajudou a ter umas poucas horas de descanso antes de seguir viagem e, apesar do frio intenso, eu estava me sentindo bem.

[Imagem: 5d80efec-f04b-4512-8668-982fc0501bde_zps7e9dd9b9.jpg]

(21/01/2015 11:37)Mel_Machado Escreveu:  Gente, refletindo aqui sobre essa questão de entrar em modo de sobrevivência... Tenho uma pergunta.
Quase todo mundo aqui tem os tais cobertores aluminizados.
Só que alguém já os colocou à prova?
Alguém já se enrolou num desses no frio pra ver se de fato eles são realmente eficazes?

Estou pensando em fazer esse teste...
Se alguém já passou por essa experiência, por favor, compartilhe. Pois muitos de nós têm itens de "sobrevivência" cuja eficácia ainda não foi posta à prova... E isso é um risco tremendo.

"Em um tempo de engano universal, dizer a verdade é um ato revolucionário. (George Orwell) "
Visitar o website do usuário Encontrar todas as respostas deste usuário
Gostar da resposta Citar esta mensagem em uma resposta
[+] 8 Membros Gostaram da Resposta do TueriNatura
21/01/2015, 12:33
Resposta: #33
RE: Você já entrou em situação real de sobrevivência ?
Já passei por situação arriscada no mar. Fui arrastado por uma grande distância por uma corrente de retorno e a princípio tentei nadar contra (só me cansei).
Quando parei de tentar, me acalmei e lembrei das histórias do meu avô (Isso tinha acontecido de forma muito pior com ele, levei em torno de 1 hora e meia nessa situação, ele ficou por umas 9 horas e era noite) e comecei a nadar paralelamente à praia até não sentir mais a corrente. Aí consegui nadar de volta para areia.

É uma sensação bizarra quando temos aquele pensamento consciente e frio de "eu acho que vou morrer nessa". Tão importante quanto a luta física para sobreviver é a luta para sair desse estado.
Encontrar todas as respostas deste usuário
Gostar da resposta Citar esta mensagem em uma resposta
[+] 10 Membros Gostaram da Resposta do Prof.Marques
21/01/2015, 12:39
Resposta: #34
RE: Você já entrou em situação real de sobrevivência ?
Eu mantenho um cobertor aluminizado, daquele mais simples, no meu kit para emergências médicas, mas nunca precisei usar.
Alguns amigos que já precisaram disseram que é ajuda bastante a se manter aquecido.
Encontrar todas as respostas deste usuário
Gostar da resposta Citar esta mensagem em uma resposta
[+] 5 Membros Gostaram da Resposta do Prof.Marques
21/01/2015, 13:24
Resposta: #35
RE: Você já entrou em situação real de sobrevivência ?
Gostei do tópico @andertribo
Bom, vou dar minha contribuição, não sei se vocês vão considerar o meu relato como uma situação de sobrevivência, eu sei que para mim e meu irmão foi bem difícil.

Aqui na minha cidade tem uma empresa que fabrica caiaques (Bruden Nautika) e na época meu irmão trabalhava lá. Quando foram feitos um dos primeiros lotes, o setor de marketing quis fazer uma incursão em um rio para colocar os caiaques a prova.
O gerente de marketing tinha uma fazenda onde passava um rio e fomos até lá.
Primeiramente olharam pelo google o percurso e viram 30Km de rio, fizeram os cálculos e falaram que em 5 horas de remada com os caiaques chegariamos ao destino final. Pois bem não foi assim que aconteceu.

A falta de planejamento, o atraso em por os caiaques na água e a falta de habilidade de todos nós em saber remar mudou toda a história...
Remamos o dia todo e nunca chegávamos ao destino, o que aconteceu foi o seguinte escureceu e não conseguíamos enxergar nada em nossas frentes, a mata ciliar era bem preservada e em muitos pontos fechava por cima do rio todo, então resolvemos parar no barranco. Nessa hora eu olhei no relógio e era 19h da noite.

Estávamos molhado, eu só tinha levado apenas uma faca, 2 metros de corda e uma toalha que também já estava molhada.
Na época eu não sabia muita coisa sobre bushcraft e sobrevivência, então começamos a entrar em estado de hipotermia, tremíamos, tremíamos muito, era algo inexplicável. Por fim pegamos a caiaque apoiamos no barranco de forma que ele ficou servindo como uma espécie de telhado e entramos dentro, eu e meu irmão nos abraçamos e colocamos a toalha, mesmo que molhado por cima, fizemos isso para tentarmos nos manter aquecidos.

Certa hora escutamos um barulho de barco se aproximando, era os bombeiros, isso já era 3h da manhã...

Por fim deu tudo certo, mas se os bombeiros não tivessem nos resgatado talvez não aguentaríamos de frio.

Depois desse dia comecei a pesquisar sobre sobrevivência, acabei encontrando o fórum e quase tudo que sei sobre o assunto devo a este lugar.

"Árvore bonita, flor bonita. Raiz mais importante"
Shunji Nishimura
Encontrar todas as respostas deste usuário
Gostar da resposta Citar esta mensagem em uma resposta
[+] 12 Membros Gostaram da Resposta do Rodolpho Menegueti Teixeira
Responder 


Tópicos Similares
Tópico: Autor Respostas: Visualizações: Última Resposta
  O que você não comeria? rodarte 31 4.799 31/03/2017 12:46
Última Resposta: maicon
  Perdido em plena floresta amazônica, quantos dias você estima que sobreviveria? Norton 121 52.771 16/01/2017 21:50
Última Resposta: Norton
  Sobrevivência e solidariedade Luciotravassos 27 46.035 03/09/2014 13:08
Última Resposta: Luciotravassos
  Situação de emergência Marcos Bontempo 60 25.505 23/10/2013 16:30
Última Resposta: Dambrós

Ir ao Fórum:


Usuários visualizando este tópico: 2 Visitantes